quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Doce e amarga rotina

Agora já está de manhã e não há mais o que se fazer. Ontem já se foi eu eu nem vi. Mal o dia havia começado e eu tinha a certeza que já estava no fim. Mal eu havia percebido isso e ele já acabou assim que adormeci.
Hoje já é outro dia. Acaba de começar e eu já posso ver que está no fim. O que eu já fiz? Ainda nada. O que vou fazer? O de sempre. A rotina é sempre a mesma e no final eu sinto que não fiz nada o dia todo.
Somos escravos daquela rotina que nos mantem vivos. Elas nos cansa e nos domina, mas não poderíamos viver sem ela. Trabalhamos para ela. Imploramos para que ela nos deixe, mas depois pedimos para que ela volte. 
Com ela nos estressamos e decidimos desaparecer. Sem ela nos irritamos e decidimos reaparecer. Ela  não deixa sermos nós mesmos, ela dá a nossa identidade. Quando não estamos na rotina nos sentimos sem utilidade e vazios. Quando estamos nela nos sentimos úteis porem invisíveis.
Esse ciclo é real. Podemos viver constantemente na rotina? Sim, há pessoas que vivem em paz com ela e que sem não se  sentem nada. Podemos viver sem ela por complto? Sim, também existem as pessoas que não conseguem se sentir bem no ciclo, elas vivem algo diferente a cada dia. 
Logo, para viver na rotina é preciso notar sua importância e como ela pode te trazer benefícios. Agora, para viver longe dela é preciso notar a importância que você tem para o mundo e acreditar que tudo o que faz te trás resultados especiais.

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